Silvia Abravanel teme “tiro no pé” com programas evangélicos fixos no SBT

A diretora destacou que Silvio Santos, fundador do SBT e judeu, sempre se posicionou contra a venda de horários para igrejas

Silvia Abravanel reconheceu que a inclusão de conteúdos evangélicos fixos na programação do SBT pode gerar efeitos negativos para a emissora. Durante entrevista ao Alt Tabet, do Canal UOL, a apresentadora afirmou que apoia transmissões pontuais voltadas ao público cristão, mas vê riscos na implantação de programas religiosos permanentes.

A diretora destacou que Silvio Santos, fundador do SBT e judeu, sempre se posicionou contra a venda de horários para igrejas. “Meu pai era o dono e, mesmo com muitos pastores oferecendo para comprar espaço na grade, ele nunca aceitou”, relembrou. Silvia pontuou, no entanto, que o cenário pode mudar, já que algumas de suas irmãs seguem a fé evangélica. “Talvez abram um horário ou outro”, comentou, ressaltando que o canal já produziu conteúdos eventuais direcionados a esse público no passado.

Apesar de afirmar que “Deus sempre é bem-vindo na programação”, Silvia defendeu cautela na abertura de espaço para igrejas na TV aberta. “Quando você começa a encher demais, pode não agradar a todos. Há pessoas que são fiéis ao SBT há anos e talvez não aceitem essa mudança tão bem. Pode ser uma faca de dois gumes, talvez até um tiro no pé”, avaliou. Para ela, a emissora pode, sim, exibir programações cristãs, desde que de forma esporádica. “Acho bonito, mas não concordo com a ideia de ter um programa fixo evangélico no SBT”, concluiu.

Recentemente, o SBT passou a exibir mensagens do evangelista Deive Leonardo, que foi contratado para levar reflexões bíblicas curtas ao público durante as manhãs. O conteúdo, que vai ao ar antes da programação infantil, busca alcançar telespectadores com mensagens de fé e motivação, sem ocupar um programa fixo, mas reforçando a estratégia da emissora de abrir pequenos espaços para o segmento evangélico.

A presença de Deive Leonardo na programação matinal tem sido vista como um teste para medir a aceitação do público a conteúdos cristãos, sem comprometer a grade principal da emissora. Internamente, há quem avalie que essas inserções podem atrair novos anunciantes do mercado gospel, enquanto outros diretores preferem manter a linha tradicional do canal para não correr o risco de perder audiência consolidada.

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